

Artigo | Rudiclér Silveira Belem
À medida que um novo ano começa, novas oportunidades surgem. Para as empresas, o início de um novo ciclo é o momento perfeito para planear ações e definir metas ambiciosas. A capacidade de prever as tendências do mercado e dos concorrentes é essencial para o sucesso de qualquer negócio. Combinar inteligência competitiva e planejamento estratégico proporciona uma vantagem competitiva.
O conceito de inteligência competitiva (IC) surgiu na década de 80 como uma disciplina que poderia integrar atividades de planejamento estratégico, marketing e informação com o objetivo de monitorar constantemente o ambiente externo e responder de forma rápida e precisa à empresa em relação aos movimentos do mercado. (BATTAGLIA, 1999)
Neste contexto, a sobrevivência de uma organização depende da competitividade e da inovação. Isso requer adquirir informações, novos conhecimentos, aprender novas habilidades e agregar práticas de negócios. (TONI E ALVARES, 2016). O conceito de IC surge como uma forma de pensar e agir, desenvolvendo um processo de coleta, análise e processamento de informações dentro de uma organização. Isto precisa ser parte integrante da estratégia organizacional (Costa et al., 2016).
Desta forma, a inteligência competitiva se baseia em dois pilares fundamentais: a informação e a velocidade de seu uso. Esses dois componentes são a base para entender a inteligência competitiva. A inteligência competitiva, neste contexto, utiliza uma grande variedade de tipos e fontes de informação em altíssima velocidade para rastrear a evolução de produtos, processos, serviços e posições de mercado.
Assim, a inteligência competitiva é sinônimo da capacidade de prever ameaças e novas oportunidades por meio de informações validadas para a tomada de decisões, em um processo contínuo em que a informação é transformada em conhecimento no processo decisório da empresa, dando origem aos resultados e gerando “informação com valor agregado”. (BATTAGLIA, 1999). A prática da inteligência organizacional requer a eficácia de um processo ou ciclo de quatro etapas, que são de identificar as necessidades de inteligência dos responsáveis pela tomada de decisão em toda a organização, extrair informações de fontes relacionados ao ambiente externo da organização, analisar e sintetizar as informações e por fim, disseminar as informações entre os responsáveis pela tomada de decisão (Oliveira & Melo, 2012).
Portanto, a partir da transformação digital e Big Data, agregar valor as informações disponíveis através da inteligência competitiva, é fundamental no desenvolvimento do planejamento estratégico de qualquer organização. Visam proporcionar uma compreensão profunda das necessidades essenciais de cada processo e contribuir significativamente para a gestão estratégica com ênfase na tomada de decisões baseada em evidências.

Rudiclér Silveira Belem, consultor, professor e coordenador acadêmico na Uniftec. Instrutor de cursos na CIC Caxias
Confira aqui as nossas qualificações e coloque o selo CIC de Qualidade no seu currículo
